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Mostrando postagens de julho, 2020

#14 - Spirits of Ancient Egypt, Paul McCartney & Wings

Eu estou ouvindo toda a discografia de Sir Paul, pela primeira vez na minha vida. Todinha, na ordem de lançamento. Posso dizer: se ele quisesse, faria uma turnê só com músicas entre 1970 e 1980. E nem precisa de Let Me Roll It ou Maybe I'm Amazed, que já são clássicos nas turnês dele, mas poderia só pegar essas preciosidades que são mais raras, como a Spirits of Ancient Egypt. Claro que, no meio, ele lançou porcaria, mas no geral é possível dizer que, pela quantidade de álbuns que Sir Macca lança (até 1990 foi um por ano, e ele não parou tanto assim nos tempos atuais), ele cria muita coisa boa. Qualquer banda morreria pra ter um disco ao vivo dos Wings em seu repertório. O cara cria em quantidade e qualidade. Talvez, mas só talvez, a quantidade AJUDE a qualidade. Ou seja, quanto mais ele compõe e grava, mais ele explora a ponto de saber o que funciona pra ele, o que funciona pro público, o que funciona comercialmente e o que não funciona pra ninguém.

#13 - Kokomo, Beach Boys

Está uma tarde perfeita para nadar. Só preciso pegar minha sunga, e a touca cairia bem, né... Os óculos, ok, estão perto. Aí preciso de uma piscina. Nenhuma no bairro. Preciso ir a um clube. Preciso me afiliar a algum clube. Preciso de um clube. E documentos. E provavelmente pagar algo. Burocracia e dinheiro, ok... Então eu preciso preparar uma mochila, sair de casa, ir a um clube com documentos e potencial dinheiro pra virar sócio. Ah, vão pedir exame médico, não vão? É, ok, exame médico. Tá tudo certo. Ainda bem que não tem exame psicológico. Então eu preciso da mochila, documentos, dinheiro, sair de casa, assinar documentos, fazer o exame médico... Aí a piscina fechou. Está uma tarde perfeita pra nadar.

#12 - Head Over Heels, Tears for Fears

Frio chegou, inverno chegou. Não gosto de frio. Prefiro o calor. Mas entendo sua necessidade.  E esse frio me lembra quando eu era mais novo. A molecada da rua tinha uma tradição das mais esquisitas: a gente fazia uma fogueira na calçada do lava-rápido pra assar batatas. Alguém preparava um molho - ou não - e ficávamos comendo batatas assadas e jogando algum jogo. É uma daquelas tradições que ninguém diz que é uma tradição, mas faz todo ano. O verão tinha uma também. Deu vontade de comer batata.

#11 - Shoot to Thrill, AC/DC

Hoje é Dia Internacional do Rock, e é incrível como o rock é amplo. Se você é mais tranquilo, há rock. Se você quer agitação, há rock. Se você quer politização, há rock. Essas pessoas que se dizem roqueiras e são completamente restritivas nunca entenderam qual é a do rock. Porque, veja só, alguém juntou algo muito caipira (o country), com sua pegada de histórias de vida, e juntou com algo muito contemporâneo (r&b), cheio de agito. Pra combinar mais, um estilo branco e um estilo negro (historicamente falando, claro). Um gênero chamado " quebrar e rolar " não tinha como ser normal. Nisso, permite que você solte a raiva ouvindo AC/DC e solte seu romantismo ouvindo Bon Jovi e solte sua estranheza ouvindo Blur. Enquanto temos um sertanejo universitário cujo mote é sempre estou-bebendo-e-problemas-de-relacionamento, podemos ter uma história sobre um menino traumatizado, cego e surdo. Para aqueles que estão pra quebrar tudo, nós te saudamos! Ouça Rock.

#10 - Hino de Santa Maria Goretti, Banda Mirim da Santa Maria Goretti

Ontem, dia 6 de julho, foi Dia de Santa Maria Goretti. É a padroeira da paróquia que mais frequento, mas também uma das minhas santas de devoção. (Eu oro para muitos Santos em ocasiões diferentes. Eles possuem especialidades próprias. A única Santa sempre presente é a Mãe Rainha.) Lembrei-me de 2015, quando algo incrível aconteceu. Era Dia da Santa e era segunda-feira, como foi agora em 2020. O Padre Herculano, pároco da época, realizou a Missa normalmente às 15h, mas convidando outro Padre: Padre José Airton, que foi professor dele (sim, existe essa relação Mestre-Padawan em Seminário). Padre José Airton é um cara exigente, devo dizer, mas muito devido à experiência de trabalho dele. Calculem que, atualmente, Padre Herculano há de completar 22 anos de sacerdócio.  É etiqueta que, quando um Padre convidado vem, se confira os itens da Missa com ele. Pode ser que ele diga "façam tudo como costumam fazer", mas alguns querem detalhes específicos de forma diferente. Também é etiqu...

#9 - Baker Street, Gerry Rafferty

Quando alguma pessoa te odeia, ainda mais sem ter nem como explicar o motivo, é sinal de que você está fazendo algo de significativo. Na minha vida, eu sempre tive pessoas me odiando. O engraçado disso é que a maioria delas me odeia por eu ser simplesmente eu. Eu sei que não sou fácil, mas gosto de seguir minhas ideias, observando detalhes e tal. Mas algumas pessoas acham isso irritante. Algumas querem que eu siga o que elas dizem. Desde pequeno, nunca fui muito de seguir os outros, ainda mais quando a pessoa não me dá motivos para isso. O ódio em si é algo engraçado. Claro que já odiei pessoas, mas hoje em dia me pergunto a utilidade disso. As pessoas que odeiam ficam presas aos objetos de seu ódio. Quem me odeia lê meu blog, confere meus Stories, vê meus vídeos... Se não gosta de mim, faz isso pra passar raiva? Só pode. Existem muitas coisas mais frutíferas pra se fazer na vida que passar raiva ou buscar motivos pra odiar alguém.