#55 - Waveform Podcast
Eu ia escrever sobre outra coisa, mas tenho que escrever sobre o que tá rolando nesse momento:
Estou sem celular.
Na real, celular eu tenho - meu Moto G2 está aqui, para alarme (tive de acordar às 4h44 nesta sexta). Porém, meu G7 Plus começou a dar problema na bateria - problema do tipo "bom dia! estou em 97% e vou acabar em três horas!".
É.
Durante o dia, enquanto estou no escritório, eu o uso pouco, na real. Uso o celular quando saio, obviamente, mas para deixar Whatsapp conectado (maldição!), pra ouvir podcasts nas caminhadas e para filmar, porque a câmera dele é excelente.
Tenho esse celular desde 2019.
O engraçado é quanta liberdade você GANHA ao não ter o celular. Mensagens de trabalho? E-mail. Conversar com as pessoas? Discord. Acaba sendo um teste pra ver quem nota que sumi. Porém, quando saio de casa, ou quanto encerro a jornada de trabalho, eu simplesmente sumo de quem não me vê diretamente e pessoalmente.
Subitamente, lembrei-me de minha adolescência. Quando eu era adolescente, avisava minha mãe pelo telefone fixo e, enquanto estivesse na rua, ninguém saberia de mim. Gente, como amava isso! Aliás, ainda amo: quando passei o dia com Josie, só uma pessoa sabia onde íamos, onde estávamos.
(Começou a chover. Adoro cheirinho de chuva!)
Ganhei meu primeiro celular do meu pai quando eu tinha 18 anos. Eu ia para Maresias, e acharam bom eu ter uma linha direta. Ou seja, literalmente eu tenho celular desde o começo do fim da adolescência. Aos 17? Indo em ensaio da banda? Só Deus haveria de ter minha localização!
Eu falo como se vivesse em jornadas. Porém, como sempre gostei de andar, isso sempre me ajudou a conhecer lugares novos, entender o caminho. Lembro de quando eu fui com amigos na exposição do David Bowie, porém o carro deles não tinha lugar pra mim. Saímos do Pátio Paulista e eu fui a pé pela Paulista, aí descendo Augusta, parando pra comprar Coca no Subway. A exposição foi ótima, e tenho o livro da exposição e, poxa, David Bowie... mas o caminho já foi muito legal.
(Eu tinha celular ali, mas estou falando de caminho e ser livre. Há um sentido no que estou escrevendo!)
Engraçado: desde que estabeleci uma rotina de escrever um post no blog por semana e um pouco de ficção por semana... eu tenho escrito mais, e melhor. Prática, né. Agora, com a volta da maioria dos podcasts, a minha edição de áudio vai ganhar tração também. Até para eu criar vergonha na cara e terminar o que preciso terminar, e superar os traumas e questões mentais que tenho.
Ah sim: escrever olhando notificação é uma MERDA. Mas falo sobre escrever na próxima postagem.
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