#68 - "Tijolinho por Tijolinho", Vinícius Schiavini e o Coral Santa Maria Goretti.
Nossa. OUTUBRO. A última vez que escrevi aqui foi em OUTUBRO.
Há um grande motivo, calma... Mentira, não há. Porém, novembro foi quando o bicho pegou na minha peça.
Se você não sabia que eu escrevi e dirigi uma peça, não me acompanha no Instagram, Facebook ou YouTube... pera, você só me conhece por esse blog?!
Oh, boy.
Em novembro eu fiz ensaios às quartas e domingos, pra poder dar conta, até pelas trocas de elenco. Sim, tive gente saindo da peça faltando menos de um mês. Duas pessoas saíram faltando UMA SEMANA pra apresentação. Uma das pessoas queria que eu cancelasse a peça, achando que todos pegariam Covid e morreriam.
Todos vamos morrer. Mas não agora. (Eu até talvez morra no palco)
Se as pessoas soubessem a quantidade de problemas, a quantidade de besteiras, a quantidade de desafios... Bom, qualquer pessoa sã diria que nada disso valeria tanto a pena assim. Na verdade, uma pessoa gritou (sim, gritou) no mesmo rosto dizendo que eu não era nada, que eu era pior que um pedaço de cocô e devia desistir dessa peça.
Sim, eu ouvi isso, com a pessoa dizendo que queria me ajudar.
Nisso tudo, lembrei de uma vez quando Shaiala fez um The Mullets Show surpresa pelo meu aniversário, e pediu para que amigos se manifestassem. Neste quadro, Edson Oliveira diz que eu olho para o pedaço de mármore e já vejo a escultura. Foi o que rolou ali. Eu vi a peça. Eu vi tudo dando certo. Só tive de ter paciência e persistência o suficiente para chegar lá.
Ainda agora, dez dias depois, eu tenho gente falando groselha, e buscando achar problemas. Ainda agora.
Porém, eu sei que valeu a pena eu passar um mês e pouco longe do blog, porque a peça deu certo.
Droga, eu adoro escrever aqui. Adoro a ideia de que uma postagem pode ter um tema, um início e um final, mas eu também posso simplesmente falar de um fragmento da minha vida sem isso ser um tema, sem início e sem fim, necessariamente.
Bem, 2022 será O Ano da Peça na minha biografia. Talvez.
(não sei se o título deixa claro, mas eu compus duas músicas para a peça)

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