#72 - 'for whom the bell tolls', Bee Gees


Se há uma música que rasga o coração, é essa. 



Por ser verão, muitas memórias de férias vêm à minha cabeça. Tenho saudades de férias, mas é claro que não posso me prender à nostalgia.

Uma lembrança que adoro é com a Gibiteca de Santos.

Em todos os períodos de férias, havia o dia em que saíamos de Praia Grande para ir pra "praia sem onda" de São Vicente (isso rende outra postagem, creio eu). Era o dia em que entrávamos no carro e víamos paisagens diferentes, locais diferentes, gente diferente, e tudo com a trilha sonora da Jovem Pan FM (na época em que ela tocava os poperôs e pops da época, e não gente terraplanista, ai que saudade). 

Vendo os postos na orla de Santos, subitamente leio GIBITECA, e aquilo me salta à cabeça. Falo com minha mãe e negocio e negocio, e eis que surge, no nosso calendário, o DIA DA GIBITECA: um dia das férias em que minha mãe e Tatiane iriam à praia em Santos para que eu pudesse ter o dia todo na Gibiteca (com pausa pro almoço). Eu estava abdicando de um dia de praia para isso, então eu avaliei as condições da minha pele (como eu não fico moreno, mas vermelho, aquele dia deveria ser o dia em que minha pele já estava levantando a bandeira branca). Seria o dia em que eu tomaria menos Sol em prol de minha saúde dermatológica e mental.

Meu pai entrou comigo no primeiro dia, e viu algumas coisas de Fantasma. Andando, vi aquelas caixas com os formatinhos, organizados por título: Superpowers, Super-Homem, Homem-Aranha... E, meu Deus, tinha TUDO... Tinha a mensal do Homem-Aranha desde o começo até a edição que eu tinha na minha coleção! Aquela caixinha era mágica! Porém... como selecionar o que eu leria? Pegaria as primeiras? As mais próximas cronologicamente? 


Peguei a caixa toda.


Literalmente.


A bibliotecária, claro, veio dizendo que eu deveria pegar as edições que eu leria. "Mas eu vou ler todas". Atônita, ela foi observando e eu lia na ordem e repunha, na caixa, na ordem. 


Foi neste primeiro dia que eu li Crise nas Infinitas Terras inteirinha. E umas trocentas (número exato e preciso!) edições de Super-Homem e Homem-Aranha.

Eu estava no paraíso. Por muitos anos mantivemos o Dia da Gibiteca.


Tenho muito a agradecer e reverenciar a Gibiteca de Santos.

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